Leandro Borges & Carlos Elias

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Universidade de Brasília & Totó Filmes

Apresentam


Carlos Elias e o Samba em Brasília

Um filme de:

Leandro Borges da Silveira




Projeto Piloto
Brasil • Documentário/Show • 2009
Cor • 15minApresentação


Este projeto apresenta a realização de um documentário musical no formato DVD. É dividido basicamente em duas produções, o documentário propriamente dito e o show que permeia o filme. Esses dois elementos serão posteriormente fundidos originando o produto final que será o filme completo. No DVD, é previsto que se tenha a opção de se assistir o filme completo, somente o show, somente o making-of, algumas entrevistas na íntegra ou galeria de fotos.
O documentário procura se infiltrar no mundo do samba em Brasília, trazendo, como um tipo de padrinho, o sambista Carlos Elias. A proposta é, apresentando a vida do compositor e suas relações no meio musical, atingir um universo maior, que é o samba na capital. A idéia é mostra a “luta” de Elias em favor do samba, explicitar como ele desenvolve seus projetos, suas composições, seus shows e também abordar sua presença, animação e sua dança nos principais redutos de samba da cidade. Para isso serão explorados diversos recursos, como entrevistas, imagens de arquivo, imagens do cotidiano de Elias e de Brasília, imagens dos sambas e o show que pontua o filme.
O show apresenta os principais artistas que representam o samba em Brasília, esses irão não só interpretar as composições de Elias, mas também algumas das músicas que tem grande importância no contexto do filme. Unicamente o show já apresenta um sentido próprio e, aliado ao filme, ele serve tanto de trilha sonora como elemento de pontuação, dividindo os temas e conferindo consistência à história. Trata-se de uma grande produção e pretende-se contar com grandes artistas que fizeram parte da vida de Elias e do samba na capital.
O samba é um dos ritmos que melhor consegue caracterizar a música genuinamente brasileira e, apesar de ser um tema já bastante retratado na filmografia do Brasil pouco se tem desse assunto relacionado ao outros estados senão o Rio de Janeiro. O movimento do samba já tem em Brasília grandes representantes extremamente competentes que precisam alcançar o reconhecimento nacional. Dentro desse contexto algumas figuras se destacam, esse é o caso de Carlos Elias que é um dos principais propagadores do samba na capital federal. Abordando assuntos pertinentes como a própria cultura brasileira esse Show/Documentário utiliza recursos da narrativa audiovisual para construir um universo que é baseado na memória histórica da vida de Elias, da própria cidade de Brasília e do samba na cidade.
O projeto tem por objetivo alcançar sucesso cultural e também comercial. É extremamente viável do ponto de vista comercial e necessário do ponto de vista cultural. Torna-se viável por apresentar grandes artistas relacionados com o samba que hoje está em ascensão e é um produto extremamente vendável. Existe até a possibilidade de apresentar o show em turnê para divulgar o DVD e vender o produto. É necessário do ponto de vista cultural pelo indeditismo e por apresentar uma das diversas manifestações culturais que compõe a cidade de Brasília.
Proponente

Leandro Borges da Silveira

Produtor, músico e cineasta, começou a tocar cavaquinho aos 15 anos e desde então tem intensa participação na vida cultural de Brasília. Como músico já participou de diversos grupos da cidade e acumula apresentações nas principais casas onde tem samba, como Feitiço Mineiro, Calaf, Bar Lapa, Botequim Leblon e Empório SantoAntônio. Estudou com os melhores músicos da cidade na Escola de Choro Raphaell Rabelo (Clube do Choro).
No ano de 2006 gerenciou a casa noturna “Jazz Café” um bar tipo Pub com música ao vivo de terça aos sábados, obtendo uma grande aceitação dos clientes, grande êxito de negócio com uma programação cultural variada e de extremo bom gosto. Na faculdade optou pelo curso de Comunicação Social com habilitação em Audiovisual (UnB) e pretende unir a profissão de cineasta com a de músico. A maioria dos trabalhos desenvolvidos durante o curso são intimamente relacionados com música ou com cultura em geral. Desenvolve, desde meados do curso, o projeto “Carlos Elias e o Samba em Brasília” que é objeto deste documento. Ainda na faculdade participou de inúmeros projetos audiovisuais, destacando os filmes “Além da Porta” em 16mm, no qual foi diretor de produção e “Memórias Finais de uma Repúbica de Fardas” como co-produtor, o qual ganhou o Troféu Candango no Festival de Cinema de Brasília em novembro de 2008.
Durante o ano de 2007 foi estagiário na UnB-TV (canal 06 da NET) período que desenvolveu diversos projetos destacando-se o programa “Conversa de Botequim” que era co-produtor e apresentador, o programa apresenta os principais artistas do universo do samba em uma conversa descontraída tendo como cenário um botequim.
Atualmente é funcionário efetivo da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo do Distrito Federal. Na secretaria trabalha na área de Eventos dentro da Assessoria de Comunicação.

Parceiros
Totó Filmes

A produtora Totó Filmes é resultado da parceria de Leandro Borges, Gabriel Marinho, César Ferreira e Maurício Neves. Os sócios estudaram juntos na Faculdade de Comunicação da UnB e encontraram na formalização de uma produtora uma maneira de fortalecer e viabilizar seus projetos contando com uma cooperação mútua. O primeiro projeto lançado pela produtora foi o documentário “Memórias Finais de uma República de Fardas” dirigido por Gabriel Marinho. O projeto teve grande aceitação do público e ganhou o Troféu Candango no Festival de Cinema de Brasília em novembro de 2008.

UnB
A universidade dispensa apresentações. O curso de Cinema da Faculdade de Comunicação é pioneiro no Brasil e um dos melhores. Por algum tempo o curso ficou fechado e passou por uma reformulação e uma modernização. Hoje está em plena forma e as produções da faculdade já acumulam prêmios em todo o país.
Um pouco sobre Carlos Elias

Chapéu de aba curta, terno de linho, sapatos bem lustrados e com a elegância de um grande sambista. É assim que se Carlos Elias se apresenta. Simpático e amistoso está sempre disposto e presente em todos os sambas de Brasília. Neste ano completa 76 anos, por sinal, muito bem vividos. Quem o encontra logo pensa “Que bacana ele ter toda essa disposição!”, porém poucos sabem que não é simplesmente isso, poucos sabem da história de vida tão rica de Elias e da sua importância para o samba, principalmente o de Brasília.
Mineiro de nascimento, porém carioca de criação Carlos Elias começou a compor logo cedo, em meados dos anos 50 já corria atrás de rádios para gravar e divulgar suas músicas. Por volta do ano de 1960 conheceu, por intermédio de um amigo a porta bandeira portelense Vilma, nora de Natal um dos principais nomes da escola. Como Elias era envolvido com o pessoal da imprensa e das rádios, foi convidado a participar da diretoria da Portela e lá chegou a acumular os cargos de diretor social, relações públicas e diretor do conjunto show. É nessa época que Elias estreita sua relação com o samba. No ano de 1962 compõe em parceria com Zé Ketti, Batatinha e Carlos Balbino o samba enredo “Rugendas, viagens pitorescas através do Brasil” que venceu o carnaval do ano. A partir daí não parou mais, gravou suas composições com grandes artistas como Nara Leão, Beth Carvalho e algumas com o pessoal da Portela. Ainda na Escola participou ativamente do movimento liderado por Candeia contra a industrialização do carnaval.
Ao mesmo tempo em que Elias desenvolvia sua trajetória na história do samba ele também era funcionário do Ministério das Relações Exteriores e, em virtude da nova Capital, no ano de 1975 ele foi transferido para Brasília. Antes de chegar à cidade Elias enviou uma carta ao jornalista Irlam Lima pedindo que esse lhe informasse onde encontrar o samba na cidade. Inicialmente se ligou ao pessoal da ARUC, principal escola de samba da cidade. Logo mais Elias fundou, juntamente com Paulo Brandão, a boate “Camisa Listrada”, a casa não deu certo comercialmente, porém fez com que ele se inserisse no universo cultural da cidade, conhecendo boa parte dos artistas locais. Durante essa época Elias participou de diversos festivais chegando a ganhar alguns. Na cidade fundou movimentos importantes como o Clube do Samba em 1978, a Feira da Música e recentemente o Clube da Bossa. Ainda nessa época Elias se forma no curso de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB).
Durante o período de 1997 a 2003 Elias partiu em jornada ao exterior pelo Itamaraty. Na maior parte do tempo ficou em Paris e lá aproveitou para desenvolver alguns espetáculos como o “Samba e outras coisas”. Em Paris foi que Elias percebeu como a dança era importante e lá começou a reproduzir o que os passistas da Portela faziam no tempo em que ele freqüentava a Escola.
De volta à Brasília Elias retomou alguns de seus projetos como o Clube do Samba, que se realiza todas as segundas-feiras no restaurante Feitiço Mineiro sob o comando do músico Evandro Barcelos. Recentemente lançou o espetáculo “O fino do samba e o balanço da bossa” no bistrô Rayuela. Tarefa fácil é reconhecê-lo, tanto pelo seu figurino (figura eterna do sambista) como por sua dança que impressiona a todos. Ele nos dá uma lição do que é o amor pela música e pelo samba.

1 Comentário:

James disse...

Olá,

Queremos passar o documentário “De bem com a vida - Carlos Elias e o samba em Brasília”, na edição de CARNAVAL do projeto JOGO DE CENA e não estamos conseguindo o contato. Com quem podemos falar?

Grato, James Fensterseifer (jogodecena@abordo.com.br).

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